26.03.08
A boa leitura
Divirto-me quando leio. Leio como se jogasse xadrez
Desde as primeiras palavras do autor a minha preocupação é sempre em como refutá-lo, como demonstrar que ele está errado. Ao longo da leitura vou fazendo vários comentários que atacam o ponto de vista do autor.
Os realmente bons, os brilhantes, são aqueles que terminam o texto tendo refutado todas as minhas objeções. Ou seja, aqueles que conseguem me forçar a cair num cheque-mate - concordar com eles. Eu provavelmente tentarei vencer em outras partidas, mas eu já posso considerar que conheci um adversário digno de ser enfrentado. Na prática, significa que o livro é recomendável. :)
Há também autores que são facilmente refutáveis, e mesmo assim valem a pena. Geralmente são desvairados que, no afã de defender insanidades dão a luz a idéias novas e muito interessantes, que expandem minhas concepções e geram boas reflexões. Esses são aquele tipo de adversário do qual conseguimos ganhar, mas com quem é estimulante jogar.
Por último há os idiotas. Tentam defender desvairos e não possuem nenhuma habilidade para isso. Lê-los é mera perda de tempo, é irritante. É revoltante. Não é necessário muito contato para odiar esses sujeitos - é possível perceber de longe o quanto eles fedem. O mais trágico disso tudo é o papel de palhaço que encena aquele que tenta defender o idiota.

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criado por entimema
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